Se você quiser te dou meu coração….
…porque o seu, se perdeu em algum lugar, há muito tempo….
Medo do amor
Acho que o amor é um punhado de flores horríveis; um buquê de flores mortas que adoramos alimentar. Continue reading
O Solista
Um jornalista habituado a narrar histórias em uma coluna no jornal que trabalha tem a sua vida mudada quando escreve sobre um morador de rua que toca violino no meio da multidão.
Em O Solista (Ed. Nova Fronteira, 2009) o jornalista do LA Times, Steve Lopez, narra a história de um personagem, um morador de rua de meia idade, musico genial, esquizofrênico e extremamente problemático e narra também sua história e como sua relação inesperada com esse personagem mudou a ele e a sua vida.
A narrativa é agradável. Lopez é um narrador experiente e demonstra isso com facilidade. Sem utilizar de uma linguagem pobre é simples, direto e, quando quer, metafórico.
O enredo é interessante, sendo ele real (real até a edição que o autor faz dos fatos, consciente ou inconscientemente). Ele demonstra uma realidade social através de seu personagem. Seu personagem é carismático e encanta não só o leitor como o próprio autor.
Uma característica interessante da obra é que, a partir de sua história e impressões, o autor acaba abordando temas relacionados ao enredo, como a questão da política do tratamento de doenças mentais do Estado, principalmente para moradores de rua; trata da miséria e as políticas públicas; e aborda o tema do mercado editorial e a saúde dos veículos jornalísticos nos EUA e sua luta diária na questão da tecnologia e lucro VS. Linha editorial.
Uma característica que chega por vezes a ser desagradável na obra é a modéstia forçada e reafirmada em função do seu papel nos eventos narrados. Ou o autor realmente estava muito comovido com a história narrada ou é cínico em tentar afirmar um afastamento inexistente da sua pessoa na história.
O livro deu origem a uma adaptação cinematográfica na qual estrelam Robert Downey Jr. e Jimie Fox.
Dançar
Dançar. Dançar, durante as horas mais loucas , tendo, “nos pulsos”,
um relógio de controle: quem conseguiria, sendo, ao mesmo tempo, um covardolas?!… Um covarde espiritual, ao temer o mundo, apenas
explica a própria patologia. E a maior patologia do covarde é vacilar nos momentos de confronto.
Os covardes respondem, juntos, por todos os crimes do mundo. E a felicidade do covarde é um casamento por conveniência.
Por que pratico a maldade?…
(Porque sei que todas as pessoas boas já morreram).
Por qual motivo tornei-me pessoa tão má a ponto de crucificar, pela segunda vez, o nosso senhor Jesus Crist?…
(Porque, depois de Cristo, tudo! é permitido.)
E por que me desespero, tão descaradamente, contra a bondade?…
Morte a crédito
Louis-Ferdinand Céline (1894-1961), escritor e médico francês, tornou-se célebre ao romper, em seu livro de estreia, Viagem ao fim da noite, com o tradicionalismo na literatura francesa, incorporando palavras chulas e uma sintaxe diferente. A obra, que também possuí fortes traços auto-biográficos, obteve um grande sucesso na época e continua, até hoje, conquistando leitores no mundo inteiro. O autor também ficou conhecido por seus panfletos anti-semitas e foi acusado, por Sartre, de ter apoiado o nazismo.
A máscara da melancolia
Qual o seu nome sob o manto da melancolia?
Depressão. Melancolia. Qual o seu nome sob a máscara da melancolia?!
(Quero uma T-shirt de caveira!…)
Se alguém te limita e impede as vontades… corte fora! pelo amor de
Deus!… corte fora!!!…
Páginas do túmulo – Alphonsus de Guimaraens
Páginas do túmulo
A fantasiosa morte que me oprime
Da aurora cruel do teu olhar me afasta;
Não basta ao pranto meu, à dor não basta
O fogo do teu ósculo sublime.
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Dia de chuva
Não suporto dias de Sol.
Nesses dias fico mais vulnerável, mais entregue. Preciso ter um rosto falsamente feliz e estar normal em meio aos normais. Continue reading
Bullying
Eu não tenho mais espelho. Queria esconder minha dor bem longe do meu corpo. Me perco em pensamentos sem silhuetas, como devo ser diferente. Como devo ser disforme. Eu queria me ver pelos janelas dos outros. Mas não tenho coragem. Meu batom venceu, já não uso maquiagem. No lugar de maquiagem, tristeza. Hoje na escola até o professor de matemática entrou na fanfarra dos meus algozes. No caminho de volta, me deu a impressão que até um vira-latas de rua me zoou. Eu ando tão silenciosa. Eu queria tanto gritar, chorar bem alto, rasgar estas cismas e desaparecer num repente de minuto. Se eu fosse magra, se os meus seios fossem menores, se minhas pernas se acomodassem num modelo 38, eu seria mais feliz? Seria sim. Antes de tomar estas pílulas, eu já tinha morrido por dentro. O riso das meninas me malhando na escolha pra peça das bailarinas foi o meu calvário. No mundo não há lugar para as gordas. Quem sabe no céu?








