Eu trabalho numa locadora. O bom é que as locadoras estão fechando, estão todas se fodendo por causa a pirataria. Mas eu fico feliz, porque o Estado diz que está criando milhões de empregos. É!, milhões. A vantagem no Brasil é que sendo pobre, quando você sai do ensino médio, você vai limpar privada, servir mesas, trabalhar com telemarketing; enfim, esses empregos que todos amam e disputam com empenho. Tem uma vaga esperando por mim, eu acho.
Notas
17
Aug 10
4º Concurso Literário Scritta em comemoração ao Dia do Escritor. Solte sua veia literária e participe!
Anualmente, a Scritta promove um concurso literário para celebrar o Dia do Escritor, comemorado em 25 de julho. Este ano, o tema é “Será o fim dos tempos?”.
Quer participar? Então veja a seguir quais serão as regras.
Serão aceitos contos e crônicas, que deverão ser enviados pelo site com o assunto: “Concurso Scritta Dia do Escritor”. O texto deverá conter estes dados: nome, e-mail, endereço, telefone, cidade e pseudônimo. O único dado não obrigatório é o pseudônimo.
Cada autor poderá enviar apenas um texto para concorrer, e este deverá ser entregue até o dia 20 de setembro de 2010.
Os textos serão avaliados por três especialistas da Scritta em redação e literatura. O resultado será divulgado no portal da Scritta no dia 19 de outubro.
5
Aug 10
O Cobra – Peça em 1 ato!
Personagens:
Pedro
Juan
Cobra
Peça em I ato!
Cena I
(Cenário principal: Uma luz branca que mostra um vaso sanitário com uma lâmina de barbear boando numa água que se mistura com sangue, um lavabo onde está encostado um espelho com manchas de creme dental e sangue.
Pedro, com os cabelos molhados, está engatinhando perto do vaso, procurando algo. Juan está na entrada do banheiro; seu corpo está entre a escuridão e a luz).
Pedro: Ai, caralho! Ai, caralho! Eu tô fodido, Juan! Eu to fodido, Juan!
Juan: Levanta daí!
Pedro: O cobra, cara! O cobra! O cobra me fodeu!
Juan: Fodeu o quê?
Pedro: Fodeu comigo, Juan!
Juan: Levanta daí!
Pedro: Ele deixou a lâmina aqui, cara! Deixou a lâmina perto da torneira, aí eu fui abrir e me fodi, eu cortei a mão.
Juan: E daí, caralho! É só arrumar uma fita aí e por na mão e foda-se. (Com a mão no queixo) Tu meteu a cabeça na privada?
Pedro: O Cobra! Filho-da-puta do Cobra! Tu viu como ele tá chupado?
Juan: Chupado?
Pedro: Chupado! É!, chupado! Ele tá fodidão, cara! Tá com as canelas igual de sabiá, tá no bico do urubu! O filha-da-puta tá com AIDS, cara!
Juan (Exaltado): Num fode, Pedro! AIDS, AIDS é o cacete. A mulher do cara tá grávida. Tu acha que o cara que tá morrendo de AIDS, trepa? O pau nem sobe, meu irmão!, nem sobe… E, além disso, Cobra num pega AIDS (rindo), rasteja!
Pedro (Levanta-se, vai até o lavabo, abre a torneira e começa a jogar água no rosto): Tu tá certo, Juan! É isso mesmo! A mulher dele, cara…
10
Jul 10
Atlantis
Um grupo de arqueólogos marinhos seguem pistas que podem lhes revelar os mistérios da mítica cidade de Atlântida enfrentando muitos perigos contra terroristas gananciosos e muitos problemas.
Em Atlantis (Ed. Planeta, 2006) David Gibbins narra a história de seus intrépidos personagens saídos de um roteiro de Steven Spielberg para uma aventura aquática. O autor é um especialista na área, sendo ele mesmo um mergulhador experiente e pesquisador de história e arqueologia. O livro é repleto de informações e teorizações interessantes que, muitas vezes representados por personagens, se conflitam. Para o leitor curioso sobre Atlântida, sobre história e arqueologia o livro traz muitas informações detalhadas.
Se por outro lado o leitor espera uma leitura descompromissada o livro é tedioso e repleto de informações técnicas que fogem a compreensão e descrições praticamente alienígenas e incompreensíveis de situações e equipamentos de mergulho e arqueologia.
27
Jun 10
Vamos falar sobre futebol de forma diferente…com arte!
30
Mar 10
Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa?
LANÇAMENTO NO DIA 12 DE ABRIL, ÀS 19H – RESTAURANTE CARPE DIEM – ENTRADA FRANCA
Livro com ensaios de 14 autores retrata as múltiplas facetas da capital brasileira no ano de seu cinquentenário
*Jornalistas, acadêmicos e artistas olham para Brasília e propõem reflexões originais sobre a cidade
*Coordenação editorial das jornalistas Beth Cataldo e Graça Ramos
*Projeto gráfico de Chico Amaral e fotografias de Ricardo Labastier
Um livro independente e crítico sobre Brasília, mas também capaz de lançar um olhar amoroso e reflexivo sobre a capital brasileira e seu futuro. Assim é Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa?, que será lançado no restaurante Carpe Diem (CLS 104), às 19 horas, no próximo dia 12 de abril, mês em que a cidade completa seu cinquentenário. A crise política devastadora que envergonha os brasilienses está refletida no livro, que não se limita a enxergar Brasília pelo viés do poder. A cidade surge com suas múltiplas facetas – da cultura à economia, da história aos personagens que a construíram – nos textos e fotos que compõem a publicação.
A coletânea de ensaios de 14 autores foi organizada pelas jornalistas Beth Cataldo e Graça Ramos, que contaram com um projeto gráfico inovador de Chico Amaral e a maneira especial de observar a cidade do fotógrafo Ricardo Labastier. Os textos levam a assinatura de Andrea Jubé Vianna, Conceição Freitas, Gustavo Lins Ribeiro, José Rezende Jr., Leonardo Barreto, Mara Bergamaschi, Marco André Schwarzstein, Marcos Magalhães, Mauro Santayana, Ricardo Caldas, Ruy Fabiano e Sérgio de Sá.
Na apresentação do livro, as organizadoras partilham sua abordagem sobre o tema: “Nascida como proposta urbana de perspectivas arrojadas, a capital brasileira permanece incompreendida – política, histórica e culturalmente. Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa? faz-se da pretensão de apresentar vários olhares sobre a cidade surgida da prancheta e construída ao longo de cinco décadas pelo esforço de seus habitantes. Do mapa à cartografia, cidades são roteiros de afetos, e a Brasília que emerge neste livro é assim: plural, complexa e contraditória, símbolo e exceção”.
Publicada pela Tema Editorial, de Minas Gerais, a obra poderá ser encontrada inicialmente na rede de lojas da Livraria Dom Quixote, ao preço de R$ 45,00. Os autores de Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa? estarão no lançamento para a noite de autógrafos, que deverá ser também um ponto de encontro com os que se interessam pela cidade e seus habitantes.
OBRA SOBRE UMA CIDADE
As denúncias de corrupção que constrangem a cidade, justo no marco de meio século de sua existência, mereceram um capítulo especial no livro. “Visões do horror” reúne dois textos que tratam diretamente do assunto, embora as reflexões sobre os episódios denunciados permeiem outros ensaios do livro. O leitor poderá também contar com ângulos que avaliam a identidade cultural da cidade ou que retratam a experiência dos que acompanharam, ainda na infância, a trajetória surpreendente da capital inventada por Juscelino Kubitscheck e os pioneiros.
Logo no texto de abertura, o estranhamento provocado por Brasília naqueles que a conhecem pela primeira vez inspira evocações familiares a muitos de seus moradores, vindos de todos os lugares do Brasil. Como observou Lígia Cademartori, que escreveu sobre o livro, a cidade continua, 50 anos depois de inaugurada, perturbadora e desafiante. “Cidade-esfinge?”, pergunta. “Pois o leitor não será devorado”, responde a própria Lígia.
No prefácio, Rubem Azevedo Lima notou como traço comum nos autores a convicção de que é possível fazer as instituições funcionarem melhor, “para o bem estar ético, político, econômico, jurídico e social dos brasileiros e brasilienses”. Ele acrescenta que “não há por que duvidar disso”. De fato, o que anima os autores é claramente a preocupação em discutir a cidade, encontrar suas razões e descaminhos, apontar saídas e ideias para cumprir o seu destino. Afinal, é o Brasil todo que passa pelo Planalto Central.
OS AUTORES
Andrea Jubé Viana
Jornalista e advogada, é repórter especial do serviço Análise Política, distribuído pela Agência Estado. Publicou reportagens nas revistas Rolling Stones e Piauí.
Beth Cataldo
Jornalista, começou sua carreira na imprensa independente dos anos 1970, em Minas. Trabalhou como repórter em alguns dos principais veículos do País, como Gazeta Mercantil, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Isto É. Foi chefe de redação do Jornal do Brasil, em Brasília, e diretora de Informação da Agência Estado, em São Paulo.
Chico Amaral
Autor do projeto gráfico do livro, construiu a maior parte de sua carreira em Brasília, onde foi editor de arte do Correio Braziliense. Graduou-se como bacharel em pintura na Universidade de Brasília. Chico virou artista, fez exposições e acumulou prêmios de design gráfico. Em 2001, mudou-se para Barcelona, onde trabalha como consultor em processos de reformulação de jornais e webs informativas em todo o mundo.
Conceição Freitas
Jornalista com experiência em diversas áreas, escreve atualmente a Crônica da cidade, publicada no Correio Braziliense. Ganhou oito prêmios, entre os quais o Esso de jornalismo de 2006 com a série de matérias sobre o amor entre excluídos. Publicou Só em caso de amor, coletânea de crônicas sobre Brasília, e Amantíssima, sua estréia no gênero conto.
Graça Ramos
Trabalhou nos principais jornais e revistas do país. Doutora em História da Arte pela Universidade de Barcelona, é curadora de exposições e autora de livros como Ironia à brasileira e Maria Martins – escultora dos trópicos. Coordena a coleção Brasilienses, dedicada a artistas vinculados à cidade de Brasília.
Gustavo Lins Ribeiro
É professor titular de antropologia na Universidade de Brasília, pesquisador do CNPq, diretor do Instituto de Ciências Sociais da UnB, ex-presidente da Associação Brasileira de Antropologia e vice-presidente da União Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas. Publicou vários livros e inúmeros artigos em seis línguas sobre questões relativas a processos de globalização e desenvolvimento. Sobre Brasília, escreveu O capital da esperança – A experiência dos trabalhadores na construção de Brasília (Edunb).
José Rezende Jr.
Jornalista e escritor, foi repórter especial do Jornal do Brasil, O Globo, Isto é, Correio Braziliense. Hoje, ministra oficinas de texto jornalístico e se dedica à literatura. Publicou os livros A mulher-gorila e outros demônios e Eu perguntei pro velho se ele queria morrer, ambos pela editora 7 Letras.
Leonardo Barreto
Mestre e doutorando em ciência política pela UnB, é consultor em pesquisas eleitorais, analista político e professor universitário.
Mara Bergamaschi
Foi repórter de política em Brasília, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Pelos dois diários, assinou reportagens investigativas, tendo sido indicada para o Prêmio Esso de Jornalismo em 1994. Hoje, vive no Rio de Janeiro, onde colabora com jornais e sites. Acaba também de estrear na ficção, com o livro de contos Acabamento (7 Letras).
Marco André Schwarzstein
Atua como psicanalista em Brasília. Certificou-se em psicologia transpessoal e Respiração Holotrópica com Stan Grof, nos Estados Unidos, e foi o introdutor do método na capital federal. Coordena os treinamentos no Brasil em Deep Memory Process, de Roger Woolger. Formou-se em bioquímica e é mestre em Ciências pela Universidade de Zurich, com publicações em revistas científicas como Nature.
Marcos Magalhães
Carioca, participou da abertura da sucursal da revista Veja, em Belém, onde escreveu reportagens sobre política, economia e meio ambiente na Amazônia, durante quase três anos. Recebeu o prêmio Suframa de jornalismo pela reportagem A energia da floresta, sobre a construção da hidrelétrica de Tucuruí. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Southampton, da Inglaterra. Até 1998, trabalhou nas sucursais do Jornal do Brasil, Isto É, Gazeta Mercantil e O Estado de S. Paulo. Depois, ingressou por concurso no Senado Federal, onde responde pela editoria da página internacional da Agência Senado.
Mauro Santayana
Um dos nomes mais importantes do jornalismo brasileiro, sua carreira registra momentos notáveis, como a cobertura da invasão de Praga pelas tropas soviéticas e a colaboração próxima que estabeleceu com Tancredo Neves no esforço de redemocratização do país. Ainda hoje é articulista do Jornal do Brasil – um espaço recorrente em sua longa e expressiva trajetória.
Ricardo Caldas
Vice-diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da Universidade de Brasília (UnB), é economista e mestre em Ciência Política pela UnB e Ph.D. em Relações Internacionais pela University of Kent at Canterbury. Fez pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e na Columbia University, em Nova Iorque. Já publicou mais de 20 livros ao longo de sua carreira acadêmica.
Ricardo Labastier
Autor do ensaio fotográfico do livro, nasceu em Olinda, Pernambuco, em 1972. Estudou na Escola Superior de Comunicação e Marketing, de Recife. Suas pesquisas em fotografia foram iniciadas em 1992, com o fotógrafo Firmo Neto. Começou a desenvolver ensaios em preto e branco sobre a religião católica nos mosteiros e igrejas do Nordeste. Atua também como freelancer e realiza retratos para livros, revistas e outras publicações.
Ruy Fabiano
Carioca, 54 anos, é jornalista desde 1972. Começou como repórter em O Globo. Foi crítico de música de Última Hora e autor de verbetes de música da Enciclopédia Barsa. Cobriu por 15 anos o Congresso Nacional, pela revista Visão e pelo Correio Braziliense, onde foi editor, colunista político e editorialista. A partir de 1998, tornou-se consultor em política do Conselho Federal da OAB. Em 2005, publicou seu primeiro livro, o romance Profanação (A Girafa). Em 2008, lançou a coletânea de contos Os Arquivos de Deus (Novo Século).
Sérgio de Sá
Jornalista e professor universitário, escreveu o segundo volume da coleção Brasilienses, dedicado ao violeiro Roberto Corrêa. Foi repórter, subeditor e editor de Cultura do Correio Braziliense, onde assinou durante mais de seis anos a coluna L2. Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas e doutor em Estudos Literários, atualmente é professor na UnB. Será lançado em breve o livro de sua autoria A reinvenção do escritor: literatura e mass media, pela Editora UFMG.
FICHA TÉCNICA
Título: Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa?
Lançamento: 12 de abril (segunda-feira), restaurante Carpem Diem (104 Sul), às 19 horas.
Preço de capa: R$ 45,00
Assessoria de imprensa (para uso exclusivo de jornalistas): Objeto Sim
Tels: (61) 3443. 8891 e (61) 3242. 9805 (fone/fax)
Carmem Moretzsohn: 8142. 0111 – Gioconda Caputo: 8142. 0112
Maria Alice Monteiro: 9831. 5090
www.objetosim.com.br – objetosim@terra.com.br
19
Mar 10
Atenção ilustradores, fotógrafos e quadrinistas!
Novo selo da Editora Multifoco procura ilustradores, fotógrafos e quadrinistas que buscam, pela primeira vez, ver seus trabalhos publicados.
O Selo Literarte é um dos braços da editora carioca Multifoco, e estréia em 2010 com objetivos bastante claros – e ousados – para uma editora caracterizada por trabalhar com novos autores: publicar apenas e tão somente livros-arte, isto é, literatura misturada com ilustrações, quadrinhos, fotografias e tudo o mais.
Como?
Através de parcerias, que é como a Multifoco vem atuando (e revolucionando) o mercado editorial brasileiro.
- A Multifoco existe para os novos autores, para quem busca uma oportunidade de ver, pela primeira vez, seu trabalho publicado profissionalmente. No entanto, nosso maior foco sempre foram os escritores, e então surgiu a idéia: porque não oportunizar que estes escritores tenham seus escritos retratados por outras manifestações da arte, e, conseqüentemente, que artistas de diferentes áreas tenham também a oportunidade de divulgar seu trabalho? – conta Jana Lauxen, escritora e editora do novo selo.
Mas como fazer isso acontecer?
Simples: unindo o útil ao agradável.
O Literarte terá como foco, é claro, a literatura, no entanto, abre suas portas para que outros artistas entrem em cena também. Como é o caso dos projetos das duas primeiras coletâneas do selo, que devem abrir as inscrições em abril: Crônico!, organizada pelo escritor Beto Canales, reunirá crônicas brasileiras ilustradas, enquanto Quadrinhos em História, capitaneada por Sergio Chaves, editor da premiada revista Café Espacial, será a primeira coletânea de HQs da Editora Multifoco.
A editora Multifoco estreou em 2006 graças a um trabalho de conclusão de curso dos estudantes de Comunicação Social da UFF, Leonardo Simmer, Raphael Santos, Thiago França, Marcelo Pinho e Bruno Miranda e, desde então, já possui em seu catálogo mais de 200 autores, sede própria no Rio de Janeiro, 25 funcionários, 10 editores espalhados por diferentes áreas e, neste ano, prepara-se para abrir uma gravadora nos mesmos moldes da editora e marcar presença na Bienal do Livro, em São Paulo, e na Festa Literária Internacional de Paraty.
Seu método de trabalho é diferente porque se baseia em parceria – e não no tradicional ‘quem paga mais chora menos’: o autor e a editora trabalham em associação, onde a Multifoco entrega ao escritor seu livro pronto e impresso, com a qualidade de editoras tradicionais do mercado, e sem cobrar um centavo por isso. Em contraponto, o autor se compromete a comercializar, por consignação, seus livros, cujas tiragens podem variar de 30, 50 ou 100 exemplares, conforme a vontade do autor, ganhando, sob o preço de capa, 20%.
É como explica Raphael Santos, um dos sócios:
- A nossa meta é que qualquer pessoa que pense em lançar um livro, pense na Multifoco.
E através do selo Literarte, a Multifoco, como sugere o nome, amplia ainda mais sua participação, oferecendo oportunidade também para artistas dos mais diferentes gêneros.
Por isso, interessados, multifocados e criativos em geral: entrem em contato com a Jana pelo e-mail literarte@editoramultifoco.com.br ou acesse o site do selo www.grupomultifoco.com.br/literarte.
1
Mar 10
Bossa Nova
Nada é tão lindo quanto a dor alheia.
O homem que sofre, deixado pela mulher,
é sinal de força, de romantismo.
Mas ninguém toca no assunto da mulher
que jamais deixou o homem,
que o cuidou como a seu filho,
que suportou intempéries por um amor de princesa
e padeceu sozinha ao final da história.
Essa é a verdadeira virgem dos olhos santos.
Mas ninguém toca no assunto da mulher
que jamais deixou o homem,
aquela que, tímida no canto,
viu o urgir de sua vida
limitada aos desencantos.
Ninguém toca no assunto da mulher.
Ninguém.
Todas as virgens se tornam impuras aos
olhos cegos dos santos de barro.
1
Mar 10
O medo dos sobreviventes
Dizem que a morte é terrível:
o lado escuro do toque,
o silêncio das horas,
os amantes que jamais se verão.
Dizem.
Acreditar nisso é um enorme engano.
A morte sempre me pareceu tão viva
em seu lado escuro e tão presente
dentro dos filmes americanos que
nada tem de temerosa.
Solidão de quem ama.
Viver é que é o medo,
o medo dos sobreviventes.
23
Feb 10
Soneto
A angústia dentro de minh’alma clama,
Como a noite no caos de uma caverna.
Em silêncio deixai quem já não ama,
Augúrios sepulcrais da paz eterna!
Sinto passos de uma sublime dama,
Escuto em trevas uma voz materna.
O ceu de esterlas e oiro se recama…
É a morte que me oscula, ungida e terna.
Para onde irei, tateante, cego e mudo,
Entre as carícias deste beijo frio,
Quem em letargos letais me deixa assim?
Talvez agora se desvende tudo…
O outono, o inverno, a primavera, o estio,
Desaparecem… Que será de mim?



























