May, 2009


29
May 09

A filha do capitão – Alexsandr S. Púchkin

tinteiro331E vamos para a resenha de mais uma novela. Desta vez, a obra é A Filha do Capitão de Alexksandr S. Pushkin(1799-1837), prosador e poeta russo nascido em São Petersburgo. O autor foi um dos escritores mais importantes da Rússia. Sua prosa e poesia influenciou, e ainda influencia, uma série de escritores, não somente os russos, mas os demais ao redor do mundo. Pushkin foi grande amigo de outro escritor de grande renome da Rússia, Gogol. Esse, inspirado pelo autor de A filha do Capitão, escreveu a peça teatral O inspetor geral e a inacabada obra Almas Mortas.

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27
May 09

Simbolismo brasileiro e Hamlet

hamlet-48jpgSelecionamos dois poemas simbolistas onde as personagens Ofélia e Hamlet, do inglês Willian Shakespeare, são trazidas à tona. O primeiro, “Madrigal de um louco”, foi escrito por Antônio Francisco da Costa e Silva (1885-1950), poeta do Piauí. “Ofélia”, por sua vez, pertence a Alceu Wamosy (1895-1923), escritor do Rio Grande do Sul.

Madrigal de um louco

Lua!
Camélia
Que flutua
No azul. Ofélia
Serena e dolente,
Fria, vagando pelas
Alturas, serenamente,
Por entre os lírios das estrelas;
Santelmo aceso para a Saudade;
Luz etérea, simbólica, perdida
Entre os astros de ouro pela imensidade;
Esfinge da Ilusão no deserto na Vida!
Lâmpada do Sonho, lívida, suspensa…
Vaso espiritual dos meus cismares,
Custódia argêntea da minha crença,
Ó Rosa Mística dos ares!
Unge o meu ser, na apoteose
Da tua luz, e eu frua,
Cismando, a pureza
Da luz e goze
Toda a tua
Tristeza,
Lua!

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27
May 09

A revoada: o enterro do diabo – Gabriel Garcia Márquez – Por Jefferson Luiz Malleski

a-revoadajpgSó quem leu Cem Anos de Solidão para saber o que é sentir saudade de Macondo – cidade fictícia e fantástica criada por Gabriel García Márquez – quando escreveu a saga da família Buendía. Mas, pense em alguém que retorna à terra natal e a encontra diferente, mostrando que nela a vida continuou sem ele, e pense mais além, e se esse alguém pudesse voltar no tempo e conhecer a cidade antes de ter passado por ela. Explicando essa viagem toda: existia Macondo antes de Cem Anos de Solidão?

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27
May 09

Prometeu acorrentado – Ésquilo – Por Jefferson Luiz Maleski

282068_4jpg“A inteligência nada pode contra a fatalidade”.

Quem ensinou a arte do fogo ao homem? Para os gregos foi Prometeu, um deus por isso – entre outras coisas – castigado depois por Zeus (Júpiter). A sua punição foi ficar acorrentado ao monte Cáucaso, onde uma ave comeria diaria e eternamente o seu fígado (que regenerava à noite). Prometeu é o único capaz de prever o futuro e sabe como prevenir que o reinado de Zeus termine. Este é outro motivo da fúria de Zeus: Prometeu insiste em não revelar o segredo enquanto estiver preso.

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22
May 09

Trem de ferro – Análise de poema – Manuel Bandeira

20080408manuelbandeirajpg1Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão

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21
May 09

A arte de insultar – Arthur Schopenhauer

page0_blog_entry13_1Eu nunca tinha gostado de filosofia, mas depois que li Arthur Schopenhauer, minha visão acerca do conhecimento filosófico mudou drasticamente.

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21
May 09

O segredo de Augusta – Machado de Assis – Análise de contos

machassis1Machado de Assis, considerado um dos expoentes do realismo brasileiro no século XIX, também produziu obras que tinham fortes traços do Romantismo. Contos fluminenses, lançado em 1869 trouxe à tona sete contos do escritor. A obra é na verdade uma compilação desses escritos do autor carioca, que foram publicados em forma de folhetim nos jornais oitocentistas. Maria Marta de Senna (2006) aponta que o livro não era de um novato no mundo das letras, entretanto, foi a partir desse que Machado aventurou-se pela primeira vez na prosa de ficção. Por ser uma obra de estréia, o leitor não encontrará em Contos Fluminenses a força e a complexidade psicológica das personagens e narradores dos contos reunidos na obra Histórias sem data, publicada quinze anos depois. Todavia, nesse seu primeiro trabalho em prosa Machado já começava a delinear seu estilo. Sendo assim, no conto O segredo de Augusta, notamos algumas passagens recheadas de ironias e críticas à sociedade fluminense, que são desferidas tanto pelo narrador como pelas personagens.
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21
May 09

O grito dos mudos – Por Gabriel Diniz

852861218xjpgO Grito dos mudos, pequeno romance escritor por Henrique Schneider — romancista e contista —, é com certeza uma obra que merece ser lida por qualquer fã de um bom romance. Lançado em 1989, o  livro ganhou uma boa edição pela editora Bertrand Brasil.

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21
May 09

O senhor das moscas – Willian Golding – Por Luís Cristovão

26485_570Publicado em 1954, em uma época de crise existencial recorrente do pós-guerra, O Senhor das Moscas é a obra máxima de William Golding (Nobel de 1983), e é considerada uma obra-prima da literatura contemporânea.

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21
May 09

A carne – Júlio Ribeiro – Por Gabriel Diniz

a_carneA influência de Émile Zola nas letras brasileiras durante o final do século XIX foi bastante acentuada. Aluísio Azevedo, Adolfo Caminha e Júlio Ribeiro fazem parte do rol de escritores que seguiram os passos do francês por meio do Naturalismo.

No aludido estilo de época a preocupação era retratar a humanidade como de fato ela era. Essa característica também esteve presente no Realismo. Todavia, foi na prosa dos naturalistas que a utilização das teorias científicas da época, tais como: o determinismo, evolucionismo et cetera, fez-se presente. Assim sendo, personagens, narradores e a narrativa foram marcadas fortemente pelas verdades estabelecidas por essas teorias no período oitocentista.

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