Me impressiona a diversidade com que alguns escritores conseguem juntar vários temas em uma só história. Luis Fernando Verissimo é um destes. No Clube dos Anjos: Gula, ele conseguiu escrever uma história encomendada sobre a gula (série Plenos Pecados, da Objetiva), manter o tom de suspense policial, fazer aplicações de O Rei Lear, de Shakespeare, na trama, listar pratos exóticos e comuns e ainda por cima com um tempero característico de humor. Se deixei passar mais algum, me perdoem, mas é que o cara é fera.
June, 2009
30
Jun 09
“O clube dos anjos: Gula”, de Luis Fernando Verissimo – Por Jefferson Luiz Maleski
29
Jun 09
Citações de obras literárias – Por Laís Azevedo
Para descontrair, posto hoje citações de algumas obras literárias!
Otimismo é a loucura de insistir que tudo está bem quando nós todos estamos maus. (Capítulo XIX, Cândido, Voltaire).
“Você pensa”, diz Candido, “que os homens sempre massacraram uns aos outros como nos dias de hoje? Eles sempre foram mentirosos, trapaceiros, traidores, fracos, covardes, glutões, bêbados, viciados, fanáticos, hipócritas e tolos?” (Capítulo XXI, Cândido, Voltaire).
28
Jun 09
Pauvre lyre – Por Camilo Andrade
Oh, bela donzela,
estás tão calada…
Por que não me ouves
na noite que passa?
— Não vês que ela dorme?
O sono sem fim?
— Veja-a agora!
Ai! Pobre de mim!
Seus róseos lábios,
tão belos outrora,
tão rotos!
Ah! Um verme os devora!
Na fronte os cabelos
— Que jazem no chão.
no peito um punhal…
— O que somos então?
Débeis carnes humanas
Não há solução!
Desde o ventre materno
— Sentenciados a inexorável
Putrefação!
28
Jun 09
Dois poemas de Alphonsus de Guimaraens
Últimos versos
Na tristeza do céu, na tristeza do mar,
eu vi a lua cintilar.
Como seguia tranquilamente
por entre nuvens divinais!
Seguia tranquilamente
como se fora a minh’Alma
28
Jun 09
Vale dos Elfos 1: O Caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião. Vol 1.

Estamos divulgando o livro do nosso mais novo colaborador, Átila Siqueira. Eis uma sinopse da obra:
O caos se forma por todos os lados, e os rumores se alastram como o fogo, assim, só resta aos elfos, humanos, anões, e os outros demais integrantes da Aliança Central, buscarem conselho do ser mais poderoso do Mundo Conhecido, o Grande Mago Ancião, que vive sozinho em sua montanha. Ele é o mais sábio e antigo ser que existe, é imortal, e é mais velho que a própria montanha. E o caminho para encontrá-lo é repleto de perigos.
A questão é que uma guerra se forma no sul, e suas proporções são terríveis. Os vampiros ameaçam as fronteiras, e todas as criaturas das trevas se mostram mais fortes e poderosas. E sente-se por toda parte que um novo poder surgiu entre as criaturas das trevas. Um poder tão grande que até então jamais foi visto, e se faz necessário uma resposta para derrotá-lo, a qual só o grande mago, que vive sobre a montanha, pode dar.
Confira mais sobre este romance no blog do Átila Siqueira, acessem: http://atilasiqueira.blogspot.com.br
28
Jun 09
Em memória a Michael Jackson – Por Átila Siqueira
Um homem louco,
Mas de uma loucura
Extremamente brilhante.
Revolucionava
Tudo a sua volta,
E buscava sempre
Criar coisas novas
A todo instante.
E não importa o quanto
Se era possível criticá-lo
Por seu jeito extravagante.
21
Jun 09
O olhar
Estava sentada no sofá. acendeu um cigarro. Eu saquei a .45, mirei na perna esquerda dela, dei dois tecos no gatilho. Ela lançou-me um olhar blasé, soltou a fumaça. Depois, mancando feito um saci com cu assado, pegou o que sobrou da perna no chão.
Vai ter que me dar outra, seu pau mole, falou com raiva.
Saí do apartamento. No elevador toquei uma punheta, a mais rápida do mundo. Na descida pelos os novos andares, consegui gozar no segundo. Para limpar-me passei a porra na calça jeans. A porta do elevador abriu. Um cara gordo e careca, olhou-me. As luzes do elevador incidiam sobre a cabeça calva do indivíduo. As luzes, mesmo as artificiais, quando muito fortes, como diria Mon Gigolô, causam uma certa irritação naqueles desprovidos de fios capilares. Muitos tornam-se loucos, agressivos e até mesmo psicopatas em potencial. Ele olhou-me com fúria. Mirei-o também, porém de maneira calma. Dei dois tapinhas no ombro do colérico skinhead, que foram suficientes para deixar um vestígio de esperma na jaqueta.
Na rua, dei sinal para um táxi. Entrei.
21
Jun 09
À procura da felicidade – por Nicolas Ferreira
Acordei, ainda deitado, liguei a televisão. Tinha um puto falando que todo mundo era feliz, ele era muito feliz; resumiu dizendo, o mundo era feliz. Disse que a felicidade era intensa, o que temos são alguns picos de tristeza.
Desliguei a TV, acendi meu cigarro, peguei a pistola coloquei o silenciador. Fiquei pensando nas palavras do cara. Fui para o centro, era noite. Vi uma placa; estava escrito: “Bar do Luiz aqui todo mundo é feliz”. Entrei. Tinha um veado sentado em uma cadeira, um velho do lado de uma puta, atrás do balcão um cara, deveria ser o Luiz.
Não tinha ninguém feliz naquela merda. O Luiz era um puto, estava enganando todo mundo.
21
Jun 09
Um espírito forte – conto de Valentim Magalhães – por Gabriel Diniz
A pedido do pessoal do “literatura em foco”, digitei o conto “Um espírito forte”, do escritor Valentim Magalhães. Optei por manter a ortografia original de 1895. A curta narrativa faz parte da obra Vinte contos e fantasia.
O autor do conto foi um dos fundadores da ABL. Poucos conhecem o trabalho de Magalhães. O autor além de escrever contos e versos, também dedicou-se ao romance.
Confira o trabalho de um escritor desconhecido atualmente por grande parte dos leitores de literatura brasileira.
Um espírito forte
O bonde vinha quasi vasio, como todos os que descem dos arrabaldes à tarde. Os raros passageiros distrahiam-se da monotonia da viagem, fumando silenciosamente, olhando para as janellas, conversando, a espaços, devagar.
A tarde era tristonha; ameaçava chuva.
Ao atravessar uma rua, o bonde parou para deixar passar um enterro. O defunro era rico; dizam-n’o as bambinellas e os dourados do coche, os cavallos, que iam coberto por grandes redes pretas, e os quatro gatos pingados, que trotavam á retaguarda.
Era enorme o acompanhamento. Os carros desfilavam a passo, com um grande vagar tedioso e melancolico; viam-se dentro pernas estiradas, de calças pretas, e caras barbadas, de sujeitos com grave compostura de quem faz um tempo a seu dever e a digestação do jantar.
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21
Jun 09
“A fábula” – música e literatura! – Por Laís Azevedo
Continuando nossas reflexões sobre literatura e música, trago-vos a canção “A fábula” da banda da década de 1980 Engenheiros do Hawaii.
Gostei















