February, 2010


24
Feb 10

Luana!

Por Luana Aires

e
numa dessas noites
ao dobrar a trigésima oitava esquina
ouviu de alguém
que passava de carro
[alguém cujo rosto não foi percebido]

seu nome:

LUANA!

seu nome

num grito tão certo
num grito tão alto
tão rouco
tão forte

seu nome morando num grito
que nem ela mesma
ousara gritar.

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23
Feb 10

Literatura gótica – “A primeira onda”: Parte I

gothic castlePor Laís Azevedo

A chamada “primeira onda” de romances góticos foi escrita no período que vai de 1764 a 1840. Embora alguns estudiosos debatam quando a última obra pertencente a essa primeira fase tenha sido escrita (alguns dizem que todos os romances góticos publicados após “Melmoth te Wanderer” e “The confessions of a justified Sinner” tendem a ser paródias ou obras de menor valor), é claro que essa “primeira onda” persistiu durante a década de 40 dos oitocentos. Nessa lista, incluí o máximo de livros que considerei vital para a evolução da ficção gótica. Alguns deles, como “Emmeline”, não são exclusivos do gênero, mas podem ser inclusos na lista, graças algumas de suas características.

1. The Adventures of Ferdinand Count Fathom (T. Smollet): Pode ser considerado um pré-romance gótico. Influenciou fortemente a obra mais famosa de Horace Walpole, “The Castle of Otranto”. (1763)

2. The Castle of Otranto: A Gothic Story (Horace Walpole): Considerado o “primeiro” romance gótico. Imitado por inúmeros autores. (1764)

3. The Old English Baron (Clara Reeve): Uma imitação de “The Castle of Otranto”. Recebeu, primeiramente, o título de “The chapino of virtude”, porém o nome foi mudado para aumentar as vendas. (1778)

4. Vathek (Willian Beckford): Nem todas os romances góticos tem como cenário a Europa. Esse bizarro conto de magia e despotismo lembra mais uma aventura gótica no melhor estilo 1001 uma noites. O romance foi escrito em francês na sua primeira versão. (1786)

5. Emmeline (Charlotte Smith):
Não é, como eu já disse antes, uma obra gótica, porém ela contem vários elementos e passagens que, dum certo modo, estão coadunados com o gênero. (1788)

6. The Castles of Athlin and Dunbayne (Ann Ward Radcliffe): O primeiro romance de Ann Radcliffe. Ela é tida como a pioneira no tocante a escrita feminina gótica. Sua prosa tem como elemento marcante a poesia. Há freqüentemente uma sugestão de sobrenatural; de todo modo, no fim, tudo é racionalmente explicado. (1789)

7. The Romance of te Forest (Ann Ward Radcliffe): O primeiro trabalho dessa autora a ganhar reconhecimento. Poder-se-ia dizer que ele serviu de base para os seus outros trabalhos. (1791)

8. A Sicilian Romance (Ann Ward Radcliffe): Outro sublime romance gótico, que tem como cenário os castelos da costa da Sicilia. (1792)

9. The Castle of Wolfenbach: A german Story (Eliza Parsons): Não é uma romance tão assustador. A narrativa tem como foco os problemas sociais. Entretanto, há os elementos góticos, por isso está na lista. (1793)

10. The Cavern of Death (Anônimo): Uma narrative gótica tipicamente masculina, que fora escrita para imitar Walpole e Reeve. O destino dum cavaleiro é revelado por um fantasma numa assustadora floresta da Alemanha.

Originally posted 2009-12-15 05:10:29. Republished by Blog Post Promoter


23
Feb 10

Albatroz

Por Madame Cabaret

Manifestante das horas esboça no corpo o acidente que o modifica. O tempo, em sua cópula presente, em fluido, goza o passado.

Estou velha. A vaidade se deteriora ao confronto de meu ego com a imagem refletida no espelho. Não são as rugas que me apavoram, mas meu olhar cansado, meu semblante em divórcio do vigor de minha juventude.

O tempo. Não o culpo por passar, pelo contrário, me ocupo dele enquanto passante desta vida.

O que me avassala ao quase pranto, é imaginar o quão inanimado são os corpos ausentes de espírito. Jovens virgens da experiência mundana que estabelece o senso de maturidade. Omissos ao vôo livre do albatroz.

O que mais me constrange é imaginar um adolescente caminhando por ruas gélidas, becos envoltos por uma penumbra vistas à cegas. Chão desolado por não sustentar mais os passos, a vida que caminhava por ali.

Imagine que um grande anjo de asas negras e sorriso branco, do alto de seus dois metros de altura surgisse a métrica de sua respiração, aos badalos das pálpebras deste mesmo jovem, e que este anjo concedesse a aquela bastarda figura a condição da juventude eterna, e que para isto bastava apenas, ao jovem, responder uma única pergunta: quem são os jovens deste seu tempo?

Certamente a velhice não caberia ao jovem como punição, mas absolvição do pecado da omissão existente na essência dessa juventude.

Estamos velhos, estamos deixando de existir antes mesmo de morrer.

Originally posted 2009-12-23 02:08:25. Republished by Blog Post Promoter


23
Feb 10

Soneto

Alphonsus de Guimaraens

A angústia dentro de minh’alma clama,
Como a noite no caos de uma caverna.
Em silêncio deixai quem já não ama,
Augúrios sepulcrais da paz eterna!

Sinto passos de uma sublime dama,
Escuto em trevas uma voz materna.
O ceu de esterlas e oiro se recama…
É a morte que me oscula, ungida e terna.

Para onde irei, tateante, cego e mudo,
Entre as carícias deste beijo frio,
Quem em letargos letais me deixa assim?

Talvez agora se desvende tudo…
O outono, o inverno, a primavera, o estio,
Desaparecem… Que será de mim?


23
Feb 10

O terceiro segredo

Por Antônio Augusto Shaftiel

A primeira vez que vi o livro o Terceiro Segredo, eu logo o peguei decidido a comprar. Então, de repente, vi a indicação que o livro era recomendado a quem gostava do Código da Vinci. Deixei de lado no exato momento…

Não, eu pensei… Outro livro com um segredo devastador que vai ameaçar os alicerces do cristianismo. Mais um livro que trata o cristianismo como se fosse apenas o catolicismo. Outro livro com um enredo de mistérios e com um final que nem é tão chocante assim para quem dá a mínima para picuinhas religiosas.

Acabou que achei o livro bem barato em um sebo bem depois da publicação. Comprei e a leitura me agradou. O Terceiro Segredo trata basicamente de três temas: o celibato dos padres, a política da Igreja Católica e o terceiro segredo de Fátima. É, é aquele segredo dos meninos camponeses portugueses. Tem um filme velho sobre ele que vi quando criança que não sai da minha memória.

Os primeiros dois temas são muito bem tratados. O celibato é discutido e eu concordo com a versão do livro. A parte da política é ótima. Fala da corrupção, da politicagem, dos jogos, das tramas e das eleições papais de um modo impressionante. Esse contexto dos jogos e da corrupção, as críticas ao bordão “o Espírito Santo ajuda a escolher o novo papa” são boas. O autor não precisa ser maniqueísta, transformando todo mundo das religiões tradicionais em vilões como ficou comum nesse ramo literário. Mostra lado bom e lado ruim das pessoas. Deixa coisas implícitas. É realmente bastante agradável. Os personagens são ótimos, assim como as citações.

O grande escorregão vem na revelação do terceiro segredo. Aí fica chato, sem que se entenda o motivo de aquilo ser realmente o clímax. É praticamente o que muitos católicos que eu conheço já pensam e nem eles (nem minha avó!) acaram impressionante quando eu comentei. Aí o livro fica chato, perde o impulso, até o finalzinho.

A nota desse livro é 3 só por causa desse segredo que acabou com a graça de tão sem graça e sem novidade que é. O restante o livro é ótimo. Muito bem escrito, sem usar uma fórmula tradicional e padrão roteirizada, sem mérito literário. Recomendo.


23
Feb 10

Anno Dracula

Por Antônio Augusto Shaftiel

Idéia boa, nem tão bem aproveitada

A idéia de Newman foi excelente. Partiu do gancho de que drácula não foi derrotado por Van Helsing. Ele matou o caçador e partiu para a dominação da Inglaterra após seduzir a rainha Vitória e tornar-se o Príncipe Consorte. Após isso, espalhou o vampirismo pelo império inglês. A história se concentra em Londres e une diversos personagens de muitos livros, desde citações sobre Sherlock Holmes até Jekill e Hyde e o doutor Monreau.

Toda a história se baseia na perseguição a Jack o Estripador, aqui um assassino de vampiras. Nisso, surgem pequenas histórias paralelas. o enredo é até bastante interessante, mas não profundamente interessante. Com o tempo o vai e vem da investigação vai ficando cansativo e fica parecendo que não acontece nada no livro. Diversos capítulos parecem existir somente para colocar alguns personagens famosos e alguns parágrafos existem claramente para isso. Essas partes geram um aumento desnecessário da história e vão tornando o livro cada vez menos interessante.

A conclusão é de que esse é um livro bom, no entanto Newman realmente não aproveitou bem a ótima idéia. Óbvio que esse tipo de idéia não é original dele e existem outras histórias do mesmo tipo também muito interessantes (veja a Liga Extraordinária, a graphic novel, não o filme!). Recomendo se você gostar muito de história de vampiros ou se estiver acostumado com esses livros de investigação que ficam rodeando o tema para chegarem em uma conclusão súbita.


21
Feb 10

Como tornar-se um poeta! – Primeira lição

Por Lauro Drummond

Como tornar-se um poeta? É isso que tentarei ensinar para vocês, caros leitores do “literatura em foco”.

Você, um aspirante a poeta, deve, agora, estar se perguntando o seguinte:

Por onde devo começar?
Você, na verdade, já começou, pois está, neste examento momento, lendo este fantástico artigo.

Vou ser famoso?
Não, não será. Infelizmente todos os poetas que um dia poderiam alcançar o estrelato morreram no século XX. Os melhores morreram no século XIX.

Que merda! Então para que serei poeta?
Quicá, para de quando em vez, poder falar assim: eu sou poeta.

Publicarei meu livro um dia?
Claro que sim! Se você puder pagar todo custo de produção dum livro, você será publicado! Não desanime, até mesmo os melhores já fizeram isso. O Manuel Bandeira, por exemplo, pagou dou próprio bolso para lançar um livro.

Que bom, então serei tipo o Manuel Bandeira, um poeta foda!
Não, não será. Lembre-se que todos os poetas fodas morreram no século XX.

Eu quero ser poeta assim mesmo, foda-se!
Certo! Então começemos agora!

1. O nome

Para tornar-se um poeta, você precisa dum bom nome. Recorrer a pseudônimos é uma boa alternativa principalmente quando você não tem um sobrenome, cuja primeira letra seja igual a dum poeta famoso. Vamos a exemplos:

João Carlos Zurel: Péssimo nome, não há poetas tão famosos com sobrenomes que começam com a letra Z.

Marcelo Nunes Gonzaga: Bem melhor, não? Seu livro ficará ao lado dum poeta árcade, Tomás Antônio Gonzaga.

Bom, acho que você entendeu o espírito da coisa.


2. Escolha uma escola

Todo poeta deve se filiar a uma escola. Não tente bancar o fodão, o moderninho, o alternativo, querendo criar algo diferente. Simplesmente isso é impossível, não dá. Os movimentos poéticos, na verdade, deveriam ser dividos apenas em somente três: Clássico, Romântico e Moderno. Veja o porquê.

Clássicos: Homero, Camões, Gregório de Matos, Cláudio Manoel da Costa, Olavo Bilac etc.

Interessante, não? Há uma explicação.

Levando em consideração que Homero foi um dos grandes poetas clássicos, os outros citados, apesar de terem participado de escolas diferentes, apenas imitavam os clássicos.

Camões: Classicismo -  cópia dos clássicos em pleno século XVI
Gregório de Matos: Barroco -cópia dos clássicos em pleno século XVII
Claudio Manoel da Costa: Arcadismo – cópia dos clássicos em pleno século XVIII
Olavo Bilac: Parnasianismo – cópia dos clássicos em pleno século XIX.

Românticos: Byron, Alexandre Herculano, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Castro Alves, Alphonsus de Guimaraens, Florbela Espanca etc.

O que o Alphonsus está fazendo aí, o que a Florbela está fazendo aí? Bom, eles são considerados Simbolistas. Esses podem ser chamados de românticos amadurecidos. É isso!

Modernos: Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Carlos Drummond, Haroldo de Campos e todos os outros que vieram depois.

Concretismo e demais movimentos faziam o mais do mesmo, são modernos e mais nada.

Qual devo escolher?

Indicamos para você, um jovem juvenil garoto iniciante no Parnaso, a escola Modernista, ela é a melhor para leigos, visto que:

- Você pode usar versos livres, isto é, não precisa de saber as regras de métrica.
- Você pode escrever prosa e falar que ela é um poema. Veja um exemplo:

Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco

Porra!, acho que isso não é um poema!

Errado! Na visão dos modernistas, o que está escrito em itálico é um poema.

- Você pode usar e abusar dos versos brancos (esse recurso pode ser utilizado nas escolas clássicas e românticas).
- Você pode fazer poema com objetos idiotas. Por exemplo: escrever um monte de palavras e pregar num guarda-chuva! Belo, não? Você ainda será considerado um poeta de Vanguarda. Porém, lembre-se, você não está criando nada inédito.
- E, inclusive, pode não saber escrever poemas. Boa parte dos modernos faziam justamente isso!

Ok, escolhi minha escola!

Parabéns, agora escolha uma doença uu uma multilação!

3. Doenças

Todo poeta que se preze deve, até mesmo você, meu caro jovem juvenil aspirante a poeta, deve escolher uma doença.

Indicamos para os iniciantes a Tuberculose. Essa enfermidade foi sucesso no século XIX e fez vítimas também durante o século XX. É algo retrô! Algo que nunca sai de moda. Tuberculose é uma boa pedida para os jovens poetas.

Não gostou da Tuberculose? Ok, sem problemas! Seja um devasso! Escolha Sífilis, Gonorreia e demais DSTs.

Quer algo mais hardcore? Ok, vamos lá! Que tal seguir a onda do poeta luso Camões? Fure um de seus olhos!
Não gostou? Ok, sem problemas! Então, faça como Castro Alves, dê um tiro no próprio pé! Não gostou? Quebre um de seus pés, seja coxo, tal como Byron (recomendado àqueles que escolheram a escola Romântica)


19
Feb 10

Três poemas de Alphonsus de Guimaraens

alphonsus-de-guimaraensO Brasil ao longo de sua história literária contou com vários poetas de destaque que fizeram parte dos diversos estilos de época que estiveram em voga no país. Dentre os mais marcantes, sem dúvidas, podemos citar o nome de Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), poeta de Minas Gerais, que ficou conhecido por sua poesia simbolista, onde o tema do amor e da morte estão intrinsecamente ligados

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Originally posted 2009-05-21 05:28:36. Republished by Blog Post Promoter


19
Feb 10

O Naturalismo na literatura norte-americana

Por Laís Azevedo

O termo Naturalismo descreve um tipo de literatura que tenta aplicar princípios e métodos científicos de objetividade ao estudo dos seres humanos. Diferentemente do Realismo, cujo foco está pautado pela técnica literária, o Naturalismo implica numa posição filosófica: para os escritores naturalistas, levando em consideração que os seres humanos são, como diria Émile Zola, “bestas” humanas, as personagens podem ser estudadas através do relacionamento com o que as cerca, isto é, o meio tem papel fundamental. Zola em O Romance experimental segue o modelo médico de Claude Bernard e a observação aduzida nos estudos históricos de Taine, que consistia em dizer que a virtude e o vício são produtos tais como o açúcar e o ácido. Partido desse pensamento, o homem, na concepção naturalista, devia ser estudado de modo imparcial, sem tentar moralizar sua natureza. Nos Estados Unidos, os escritores naturalistas sofreram  também a influência de Hebert Spencer e Joseph LeConte.

Por meio do estudo objetivo dos seres humanos, os autores pertencentes à escola zolista acreditavam que as leis que estavam por detrás do universo poderiam ser estudadas e entendidas. Desse modo, eles lançavam mão do método científico para escreverem seus romances. Isso fazia com que enxergassem os homens como seres governados pelos instintos e paixões; vale destacar que as questões concernentes à hereditariedade e o meio tinham uma força relevante nessas pesquisas. Embora usassem técnicas detalhistas usadas pelos realistas, os naturalistas possuíam um objeto específico em mente quando eles escolhiam qual segmento da realidade desejavam abordar.

George Becker expressa, numa famosa frase, que o pensamento naturalista oitocentista pode ser descrito como “pessimista, materialista e determinista”.  Outra definição interessante pode ser encontrada na obra American Realism: New Essays, nessa o autor Eric Sundquist explicita que “Festejando o extraordinário, o excessivo e o grotesco para revelar a imutável condição de bestialidade do homem na natureza, o Naturalismo dramatiza a perda de individualidade. Poder-se-ia dizer que os escritores naturalistas traziam à tona um Calvinismo sem Deus, isto é, um mundo pautado pelo determinismo das leis naturais”.

Donald Pizers em Realismo e Naturalismo na ficcção americana do século XIX, aponta que:

“O romance naturalista geralmente contem duas tensões (contradições) e… as duas em conjução compreendem uma interpretação da experiência e uma recriação estética da experiência. Em outras palavras, ambas constituem o tema e a forma do supradito romance.A primeira tensão e aquele encontrada entre o assunto da obra naturalista e o conceito de homem que emerge desse. O escritor naturalista coloca em seus livros personagens oriundas da classe média baixa e das classes miseráveis… Seu mundo ficcional é aquele onde o lugar comum e o não-heróico são os componentes principais. Faz-se importante ressaltar que as obras zolistas descobrem em seu mundo características dos homens, que são normalmente associadas com heroísmo e aventura, tais atos, nos escritos naturalistam, descambam na violência e na paixão que envolvem aventuras sexuais ou força do corpo, que culminam em momentos desesperados e numa morte violenta. O romance naturalista, dessa maneira, é uma extensão do realismo , uma vez que os dois partem de “realidades” calcados no local e no contemporâneo. Entretanto, o naturalismo  descobre, graças à sua maneira de abordar o “real”, o elemento excessivo dos seres humanos.

A segunda tensão, por seu turno, envolve o tema dos romances naturalistas. Os escritores naturalistas frequentemente descrevem suas personagens controladas pelo ambiente, pela hereditariedade, instinto e chance. Eles também sugerem um valor humanístico compensador em suas personagens ou destinos que afirmam o significado de suas vidas. A tensão, nesse caso, eclode entre o desejo naturalista de representar na ficção o novo, embaraçando as verdades que ele encontrou nas ideias e na vida do final do século XIX, e também está surge do desejo de achar um significado na experiência que reafirma a validade do papel do homem no mundo”.

CARACTERÍSTICAS:

Personagens: Frequentemente, mas não invariavelmente, possuem baixa escolaridade, fazem parte das classes baixas, são governadas pelas forças da hereditariedade, do instinto e da paixão. Suas tentativas de exercer o livre arbítrio são barradas pelas forças que os controlam. O darwinismo social e outras teorias ajudam a explicar o destino das personagens para o leitor.

Espaço: Geralmente, os escritores naturalistas usam o espaço urbano como pano de fundo para suas narrativas.

Técnicas e enredo: Walcutt diz que o romance naturalista oferece uma “fatia clínica e panorâmica da vida”, que traz à tona a crônica do desespero.

TEMAS:

Walcutt identifica os temas relacionados à sobrivivência e ao determinismo como os principais.

O estado do brutalismo composto por emoções extremas, como: paixões, luxurias, ambições, o desejo de dominar e a busca pelo prazer; a luta pela sobrevivência num universo amoral e indiferente.

A natureza é uma força que não dá a mínima para a vida dos seres humanos. A visão romântica de que a natureza nunca trai aqueles que a amam, no naturalismo , cai por terra.

As forças da hereditariedade e do espaço afetam a vida das personagens.

Um universo diferente e determinista. As obras naturalistas geralmente descrevem as tentativas inúteis dos seres humanos de exercerem o livre arbítrio, esse não passa de uma ilusão.

PRINCIPAIS ESCRITORES:

Frank Norris, Theodore Dreiser, Jack London, Stephen Craine, Edith Wharton, Ellen Glasglow.

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16
Feb 10

Sexo, bebedeira e poesia – Por Flávio Gustavo

tinteiro331Sexo:

Os animais:

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Originally posted 2009-07-12 07:23:19. Republished by Blog Post Promoter