Não verás país nenhum

Por Felipe Crispi

A história de um homem de meia idade e de vida resolvida que é obrigado a vagar por um Brasil futurístico e apocalíptico.

Em “Não verás país nenhum” (Ed. Global, 2007) Ignácio de Loyola Brandão tem uma obra parecida com 1984, de George Orwell em sua proposta: uma projeção pessimista de um futuro trágico para o país.

No Brasil do futuro o território foi inteiramente planificado, como Brasília, muitos pedaços do país foram vendidos para outros países assim como o Brasil comprou pedaços de outros territórios. Mas a maior preocupação do autor é com o meio ambiente sendo esse seu tema básico ao qual ele dedica maior imaginação para alertar sobre as conseqüências da degradação do meio ambiente perpetrada pelo homem.

A narrativa é envolvente sendo que o leitor toma o ponto de vista do personagem principal a partir do qual apresenta todo esse universo de idéias e previsões. O enredo chega a ser secundário, por vezes, sendo o drama do protagonista bem simples em contraste com o riquíssimo cenário fictício brasileiro.

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