Leia também o primeiro capítulo!
Aos poucos, visualizei a silhueta de minha irmã Júlia. A parca luz da vela iluminava seus cabelos doirados, o rosto branco e bem delineado. Levando o indicador à boca, entendi que ela pedia meu silêncio. Andando na ponta dos pés, colocou a vela em cima da secretária e depois sentou-se na cama, ao meu lado.
— Estás pálida — ela mo disse.
Tentando abafar o choro, contei para ela o que havia ocorrido entre nosso tio e eu.
— Acalma-te, isso não é nada.
— Estás douda, Júlia? Ele quase desonrou-me e ainda quer obrigar-me a casar.
— Ouça-me, tola — ela disse agarrando meu braço.
Assustei-me com a atitude de Júlia, pois o semblante de minha irmã, tão sereno dantes, transformou-se, ganhou contornos maliciosos. Ela começou a contar-me, então:
A história de Júlia.
Há duas noites, ele foi ao meu quarto, Clarice. Estavas como tu mo disseste. Parecia alterado. Porém, ao invés do punhal trazia na mão um revólver. Eu já bem desconfia o que ele queria. Disse-lho para que se acalmasse, de que não necessário aquilo. Ele não acreditou, desconfiado apontou a arma em minha direção. Porém, fi-lo mudar de ideia, despi-me rapidamente, abri minhas pernas e mostrei para ele meu monte vênus, levei uma das mãos à boceta e comecei a massagear meus lábios, com a outra toquei meus seios, cujos bicos tornaram-se salientes.
— Estás douda? — ele mo inquiriu abaixando a arma.
— Não é isso que tu queres, meu tio? Não é este pau em riste que queres colocar em minha boceta, arrancar meu lacre, sujar esses lençóis com o sangue duma virgem?
Ele ficou estupefacto, uma vez que não esperava aquela reacção. Entretanto, isso durou pouco; como o gás que incendeia-se duma vez, ele me agarrou, esbofeteou-me no rosto. Depois, fez-me ajoelhar na cama e com violência meteu o pau em minha boca. Eu não queria dar o braço a torcer, segurei em suas bolas e comecei a mamar o cacete de forma rápida, tirava a boca e punhetava, fazia isso com movimentos rápidos. Às vezes, retirava o pau da boca e passava a língua em volta da cabeça daquele membro descomunal. Achei que seria violada, naquele instante.
Ele me puxou, fortemente; pude ver o pau dele encharcado com minha saliva. Ele mo fez ajoelhar na cama e mostrar, de costas, minha boceta e meu ânus para ele. Sem pensar duas vezes, com sua língua voraz, ele começou a chupar minha boceta, que naquele momento já escorria, tal como um rio, uma água em abundância. Não minto, minha irmã, eu estava morrendo de prazer. Nosso tio, apesar da aparência horrenda, é versado nas artes de Eros.
Sua língua passeava por toda minha boceta, fazia as vezes dum cacete pequeno e ágil. Porém, para minha surpresa, ele colocou a língua em meu ânus e depois de lambuzá-lo de saliva, penetrou-o com o dedo indicador. Gritei de dor e espanto. O dedo foi introduzido de uma vez. Olhei para trás, vi ele punhetando o pau que já estava sendo mirado em direcção à minha boceta. Naquela hora entendi tudo. O maldito não queria verter o sangue de meu puro vaso; ao contrário, queria sodomizar-me.
Ele agarrou minhas nádegas, abriu-as, cuspiu numa das mãos, passou o cuspe em meu ânus, cuspiu novamente e esfregou a saliva em todo pau. Em seguida, colocou a cabeça na entradinha, ficou ameaçando uma invasão. Implorei para que ele fosse cuidado, que não enfiasse tudo de uma vez. Ele não ouviu minhas súplicas, abriu mais minhas nádegas e enterrou o duro pau em meu cu. Gritei de dor, banhei de lágrimas o lençol.
Com movimentos rápidos ele começou a cópula. Puxava meus cabelos, enquanto o pau deslizava por aqueles mares nunca dantes navegados. Uma de suas mãos segurava as minhas nádegas, a outra era usada para esfregar em minha boceta. Dentro de meu orifício apertado e graças ao movimento frenético, senti que a respiração de meu tio mudava, tornava-se forte. Poucos segundos depois, senti a porra inundando meu ânus, o líquido quente, tal como lava, preenchia-me toda. Ele retirou o pau rapidamente de dentro de mim. A saída abrupta fez que o sémen jorra-se de meu ânus. Ele não deu uma palavra e mo disse que mo procuraria depois.
Assim que Júlia terminou o relato, não pude acreditar nas palavras que ela mo dissera. Eu sempre achara Júlia uma santa casta, mas aqueles vocábulos, aquele olhar malicioso enquanto narrava a história, a atitude diante de meu tio. Parecia que o mesmo sangue envenenado com os vícios da humanidade, os vícios da luxúria que corriam pelas veias de meu tio, também corria pelas veias de minha irmã.
A proposta.
— Amanhã, ele procurar-te-á, fará o mesmo contigo. Tu deixarás que ele sacie seus desejos, pois enquanto ele estiver montado em ti, adentrarei em teu quarto, tenho uma cópia de todas as chaves, e cravarei nele o punhal.
— Matá-lo, Júlia? Matá-lo? Vamos fugir, é melhor, pois não carregaremos em nossa alma a mancha de ter ceifado uma vida.
— Tola! — ela disse agarrando meu braço — Mata-lo-emos, e tu irás mo ajudar! Ouviste?
— Não!, prefiro fugir.
— Fugir e deixar o pouco que temos para o desgraçado? Tu és, de facto, um tola. Arrume tuas coisas e vai-te embora desta casa, senão mato-te eu.
Era melhor assim, não iria sujar minhas mãos com o sangue dum devasso. Juntei alguns vestidos em um baú e ganhei o corredor.
— Arrepender-te-ás — Júlia disse lançando-me um olhar furioso.
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Boa continuação! Estou aguardando o terceiro capítulo.