As máscaras que não caem!
Apesar da lapidar noite que tive com os dois homens que compraram minha virgindade, fui acordada, logo ao alvorecer, por uma outra garota da casa, Lívia. Ela trouxe-me uns vestidos, ajudou-me com o cabelo, maquiou-me e me explicou que, apesar das orgias nocturnas, todas as moças acordavam cedo. Segundo ela, Lúcia dizia, para as autoridades e para o clero, que tínhamos uma casa de costura. A senhora, que leiloara minha honra, gabava-se que ,devido aos bons contos de réis deixados pelo marido, decidira ensinar às meninas pobres um ofício.
Aparências, mo dissera Lívia, dado que os padres, bem como vários políticos frequentavam o local, alguns, inclusive, com as esposas, que participavam, às vezes, da orgia. Todavia, as máscaras eram importantes, dissera-me naquele momento Lívia. Sendo assim, deveríamos fingir que costurávamos algumas coisas; as máscaras deveriam permanecer intactas. A podridão deve ficar oculta, pois o cheiro que ela emana deve ser camuflado com perfumes feitos em França.
Após a revelação, fui conduzida para o salão donde a luxúria, na noite anterior, era coroada como uma das mais suntuosas majestades. O local estava diferente: mesas ausentes, o cheiro de sexo havia também sido varrido do local. Havia, agora, belas poltronas vermelhas onde moças sentadas riam e sussurravam no ouvido uma das outras, levando o leque aos seus rostos para encobrirem o abrir incessante de seus lábios.
— Senta-te ao meu lado — disse Lívia que também lançou mão do mesmo artifício usado pelas outras raparigas para que conversássemos.
Lívia era loura, a mais bela da casa, sem sombra de dúvidas. O nariz arrebitado e pequeno, as mãos rosadas e o talhe perfeito tornavam-na uma das mais requisitadas da mansão de Madame Lúcia.
Contei toda minha trajetória a ela e, subsequentemente, perguntei-a como ela havia chegado até as mãos da torpe senhora que estava a me escravizar. Ela pousou o leque no colo e começou a narrar sua história:
A história de Lívia.
Cheguei aqui, minha cara Clarice, com a mesma idade que a tua. Meu irmão, Sávio de Sá, envenenou mamãe e papai, e depois vendeu-me. Em seguida, ele entrou para a Igreja, e hoje é um dos cléricos em Sintra. Há poucos dias, esteve aqui, pagou para foder minha boceta, mas essa é uma outra história…
Pois bem, quando coloquei os pés dentro desta casa, Lúcia colocou-me nua, num desses divãs. Escancarou minhas pernas e comentou:
— Que bela boceta! Esses fios doirados que a cobrem, os lábios rosados e esse perfume inebriante podem trazer à vida o pau dum ancião de 80 anos. Tenho para ti, minha querida, algo especial. Tua virgindade já foste vendida para um brasileiro. Não o conheço, mas posso lhe adiantar que os brasileiros, graças ao clima quente e às singularidades da exuberante natureza a que são submetidos desde a infância, lhos dá um comportamento sensual, no qual a libertinagem e a luxúria tornam-se cravadas em suas almas. Creio que tú, minha bela, não poderias almejar uma estreia melhor.
Fui, como tu, durante à noite, conduzida ao quarto branco. Deitei-me nua e a mando de Lúcia, que me ensinara a masturbar durante a tarde, levei o dedo à boceta e comecei a percorre-la; com a outra mão, tocava meus seios. Senti minha cona ficando húmida; os prazeres que eu nunca havia vivenciado dantes invadiram meu corpo. Os pelos doirados de minha vagina misturavam-se aos fluídos que estavam ficando cada vez mais abundantes com os meus toques.
A porta abriu-se, olhei para o lado. Achei que fosse algum criado de Lúcia, pois vi um homem obeso, baixo, de suíças e calvo a adentrar no quarto.
— Lúcia não mo enganou. Tu tens a mais bela boceta de Portugal. Somente uma boceta como a tua, minha jovem, poderás trazer meus instintos a lume. Venha até aqui, minha pombinha, quero sentir tua gruta intocada, quero apalpar esse belo cuzinho, quero mamar nesses seios pequenos e apetitosos. Venha! — ele ordenou retirando as calças.
O sotaque não deixava dúvidas, era o tal brasileiro. Mas Lúcia mo dissera que os brasileiros eram homens sensuais. O que vi foi apenas um homem baixo, curto, sem esperanças de progresso, fadado ao insucesso, tal como mo disseram depois, ser o país donde ele vinha. Ah! Devo acrescentar que o pau dele era pequeno como meu dedo mínimo, Clarice.
Aproximei-me; meu corpo ansiava por alguém, a libertinagem havia sido introjectada em mim dentro daquele quarto. Peguei o pau do brasileiro e, com falta de jeito, comecei uma punheta lenta — técnica que me fora ensinada por Lúcia, à tarde. Depois, passei a língua nas bolas, fazia movimentos circulares e deixava bastante saliva naqueles colhões. Enquanto isso, a furiosa mão do homem apertava meus seios, puxava-os de maneira rude, modo esse que me dava cada vez mais prazer. Porém, o pequenino mastro dele continuava sem vida, murcho.
Ele mo deu um tapa no rosto, jogou-me na cama e começou a esfregar o pau em minha boceta. Iniciou o acto passando o membro nos pêlos e depois estacou defronte a entrada de minha bocetinha. Naquele momento, eu queria aquele homem dentro de mim, puxei-o pelas nádegas, para que ele logo entrasse em minha vagina ávida por um pau.
Inútil. O pênis flácido não conseguia avançar pelo caminho. Ofereci-lhe, então, meu cuzinho; fiquei de quatro. Ele passou os dois dedos na boca; em seguida, começou a enfiá-los, vagarosamente. Implorarei para que ele usasse o membro. Ele mo atendeu. Senti a cabecinha forçando a entrada de meu cuzinho. Meu tesão aumentou. Pedi que ele enfiasse logo. Em vão. O pau continuava morto como um soldado que perece no campo de batalha.
Vadia! — ele gritou — Tu não vês o que estás fazendo comigo? Meu pau continua mole, sem vida. Arrepender-te-ás por isso, portuguesinha de merda!
Puxou-me pelos cabelos, colocou-me de pé.
— Abra esta boceta com as mãos!
Puxei as pétalas de minha flor intocada e deixei à mostra minha boceta molhada.
— Sentes vontade de mijar, não sentes, pequena? Sentes!, tu sentes! Eu bem sei disso. Jorre teu líquido em meu pau! Jorre!
Não esperava por aquilo. Como aprendiz, restava-me, unicamente, cumprir o pedido. Assim, irriguei aquele pequeno pau que, ao entrar em contacto com meu líquido doirado, começou a animar-se como uma planta seca que recebe água pura e límpida.
— Ah minha putinha! É isso, é isso. Mais, mais, mais… Mije em mim!, mije! Portuguesinha dos diabos! Mije!, mije!
Jorrei todo o líquido em cima da barriga, do peito e do pau daquele brasileiro, que havia erguido-se.
— Desça da cama, vista tua indumentária e encoste-se na parede — ordenou-me.
Após vestir-me e colar meu corpo de encontro à parede, senti quando ele ergueu a parte de baixo de meu vestido, mordeu minhas costas e com agilidade penetrou o pau em minha boceta. Gritei de dor e prazer, ao mesmo tempo. O pau, apesar de pequeno, entrava e saia com uma rapidez incrível. Com as mãos ele massageava meus clitóris, senti que o êxtase estava próximo, minha bocetinha contraiu-se, soltei um grito. Entretanto, mal acabara de ser invadida pelo prazer, ele colocou-me de joelho.
— Coloque-o na boca! — ele disse apontando para o pau, que apesar de pequeno, estava rígido como uma pedra.
Coloquei-o na boca, e, em poucos segundos, senti a porra tocar minha língua, meus dentes e minha garganta. Não desperdicei nenhuma gota; engoli todo aquela sémen que havia sido obtido mediante um grande sacrifício.
Ele beijou-me na boca, boceta, nos seios e no cu, depois disse que voltaria mais vezes. Deixou o quarto dizendo que:
— O Brasil haveria de conhecer o nome da mais bela puta de Portugal!
Lívia, provavelmente, havia herdado parte das vilanias do irmão. Eu não pude acreditar que ela desfrutara duma noite com um homem desconhecido que deveria ser reservada somente aos maridos. Ela desfrutara daquilo tudo com prazer, com enorme prazer. Acostumar-me-ia com aquilo?
Um ano passou-se. Entreguei-me a outros homens. Numa noite, contudo, tive uma surpresa que quase me levou-me para a sepultura, algo terrível, abominável, algo que me fez, seriamente, duvidar do belo caminho da virtude.
Confiram, amanhã, a parte final da saga de Clarice!
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