Noite. O som de copos batendo de encontro às mesas, as gargalhadas das mulheres nuas e a fumaça, a qual desprendia dos charutos dos homens que apalpavam o seio das garotas de Madame Lúcia, traziam aos meus olhos um espetáculo digno das orgias promovidas por Calígula.
Lívia e eu estávamos juntas ao lado dum cavalheiro. Ele puxava o meu rosto, enquanto Lívia abocanhava-lhe o pau de maneira voraz. O homem estava em êxtase. Sua língua buscava à minha de modo selvagem e afobado. A cada onda prazer que parecia lhe invadir o corpo, graças a língua de Lívia passeando pela cabeça de seu pau, o homem apertava meu seios e, de quando em vez, invadia, com um dos dedos, minha boceta.
A explosão não demorou a acontecer. Ele colocou-se de pé, mandou Lívia e eu ajoelharmo-nos para receber a porra quente e viscosa. Soltando gritos, como um louco e sendo mirado por outros homens e mulheres que também entregavam-se, ali, naquele salão, à luxúria, ele banhou-nos com seu sémen. Mas essa cena não se equipararia ao que ocorreria daquela hora adiante.
Lívia e eu levantamo-nos e fomos surpreendidas, quando uma bela jovem, trajando um vestido branco e com as mãos adornadas com belos anéis doirados, entrou de braço dado com um mancebo tão bem desenhado como Narciso, que se vestia com um fato preto e trazia sobre a cabeça uma cartola cinza.
— Júlia!, minha irmã! — eu disse abaixando a cabeça.
— Sávio! — bradou Lívia, para meu espanto!
Júlia e Sávio caminharam de encontro a nós duas.
— És tu, minha bela e doce Clarice, és tu! Que grata surpresa. Tu que deblateravas contra o vício, estás, agora, de braços dados com ele. — ela mo falou e depois retirou parte do sémen que se alojara entre meios seus, levando, em seguida, uma porção da porra aos lábios.
— Vejo, doce Lívia, — disse Sávio sorrindo — que estás a aproveitar a vida que lha dei.
E depois, Sávio, observando Lívia da ponta da cabeça aos pés, voltou sua atenção para a boceta de minha amiga e falou:
— Arrependo-me, sobremodo, minha bela irmã, de não ter desfrutado desta tua boceta dantes. Hoje, prometo corrigir esse crasso erro que cometi.
Sávio, então, avançou em direcção à Lívia, tomado por um desejo incontrolável. Mas foi barrado por Júlia que lho disse:
— Tenha calma, meu hercúleo bispo, terás a boceta e o cuzinho de tua irmã daqui a pouco. Espera-me, pelo menos, conversar com minha irmã. Prometo voltar logo para desfrutarmos, decentemente, esta noite.
Dito isso, Júlia conduziu-me ao quarto onde eu fora deflorada há um ano antes. Sentamo-nos na cama, ela puxou meu rosto com força e com violência sugou meus lábios. Depois do longo beijo, sorriu e mo disse:
— A virtude lha trouxe até aqui, Clarice. Tornaste-te uma meretriz, uma bela meretriz, porém que apenas serve sem receber nada em troca; és uma escrava. Tua estupidez e teu amor pela virtude e pela rectidão lha conduziram à pobreza. Lembra-te de nosso tio? Os vermes, agora, fazem-no festa. Depois daquele dia que tu fugiste de nossa casa, ofereci ao meu tio meu corpo, ele tomou-me por amante e durante um mês administrei-lhe boas doses de veneno. Uma apoplexia, uma fatal apoplexia, segundo a polícia, lho levara a vida. Como ele não possuía herdeiros e como tu havia sido dado como morta, herdei uma fortuna. Há alguns meses conheci Sávio, antigo padre de Sintra, que hoje é um dos bispos de Lisboa; tornamo-nos amantes. Ah! Tu deves estar estranhando a ausência de Madame Lúcia nesta casa. Ela vendeu-me este prostíbulo. Serei tua dona, minha doce Clarice — ela finalizou a conversa apertando meus seios e beijando-me novamente.
A virtude, o vício, os dois caminhos. O vício honrou minha irmã com glórias, dinheiro, fama e a virtude deu-me a escravidão sexual e a vida de meretriz.
Fui conduzida novamente ao salão.
Lívia e eu fomos colocadas de quatro, no chão, uma de frente para a outra. Minha irmã obrigou-me a beijar Lívia e bradou para todos que queria me ver sendo possuída por todos os machos e fêmas, ali presentes. Tremi. Lágrimas saltaram de meus olhos num rompante, enquanto Lívia passava a língua pelo meu rosto absorvendo meu choro.
Entrementes, Júlia abaixou-se e com volúpia sugou a boceta de Lívia, depois chupou o pau de Sávio que, com mastro a escorrer saliva, colocava o membro teso na entrada da boceta de Lívia. O bispo penetrou a irmã de forma brusca, ela soltou um grito de dor. O pênis dele deslizava e abria caminha entre lábios da boceta rosada e loira de minha amiga que, excitada, gemia de prazer.
Júlia saiu de perto dos dois, e organizou uma fila de devassos, cujo objetivo era o de me penetrarem. Havia mais de vinte homens ali, todos foder-me-iam e deixariam porra em minha boceta.
Antes dos sátiros enterrarem seus paus em minha boceta, Júlia abocanhava-lhes o mastro. O primeiro deles, excitado diante aquele espetáculo de Baco, ao sentir as primeiras chupadas de Júlia, derramou todo sémen na boca de minha irmã, que fez questão de segurar o líquido na boca para, depois, despejar em minha boceta. Os que aguardavam na fila masturbavam-se ou eram chupados pelas outras garotas da casa. Estavam todos sendo preparados para entrar em minha bocetinha.
O segundo, com o pau riste, cruelmente invandiu meu cuzinho que não estava preparado para receber um pênis tão grande. Gritei. Júlia segurou minha mão e beijou meus lábios. O homem continuou a movimentar o pau, enquanto desferia tapas em minhas nádegas que tornavam-se vermelhas, a cada bofetada. Não demorou muito para que ele gozasse e para que a porra saísse de meu cuzinho e escorre-se de encontro a minha boceta.
Fui usada de todas as formas por aqueles vários homens. Sávio que durante todo tempo em que fui penetrada pelos outros cavalheiros, fodia Lívia de quatro, socando três dedos no cuzinho da irmã, retirou o pau da boceta de Lívia e gritou para que Júlia, a irmã e eu ficássemos de joelhos.
— Quero ver as três putinhas engolindo minha porra!
Nós três lançamos nossas línguas de encontro ao pau de Sávio. Júlia chupava as bolas, Lívia e eu passávamos a língua pela cabeça. Minha língua e a de Lívia encontravam-se, enquanto com movimentos rápidos tentávamos retirar o leite daquele pau. Segundos depois daquela tripla chupada, o pau de Sávio jorrou em nossas bocas uma enorme quantidade de sémen. Caímos desfalecidas.
O albor apunhalava à noite e colocava fim àquele bacanal digno dos deuses pagãos.
Sentada na cama, findo essas memórias. Amanhã terei mais uma noite para enfrentar. Júlia estará ausente buscará novas aprendizes de costureira; a casa precisa de novas meninas, o negócio corre de vento em popa. Ademais, receberá também um medalha do reino por seu labor prestado aos bons costumes e as normas da sociedade portuguesa. Eu, escrava, quedo-me, agora, esperando, quiçá, um dia sair de meu cativeiro.
A virtude, caros leitores, compensa?
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Bom final. Espero mais textos assim no site.