Poema

Gabriel Bortolot

Amanhã de manhã,
acordarei daqui trinta anos.
Beberei o céu prateado frio
Que escorreu janela adentro
E deixou-me um bigode branco.

Duvidarei de ti por só um instante
E seu sumiço sorrirá acanhado,
Calado com o grito infinito
Que nos sussurra o fado
Oprimido pelas línguas do mal dito.

Sacrificará todo o meu ser.

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