Acabo de estudar… da ciência fria e vã
O gelo, o gelo atroz me gela ainda a mente
Acabo de arrancar a fronte minha ardente
Das páginas cruéis de um livro de Betrand.
Bem triste e bem cruel decerto foi o ente
Que esse Saara atroz sem auras, sem manhã
— A álgebra — criou; a mente, alma mais sã
Nele vacila e cai — sem um sonho virente…
Acabo de estudar e pálido, cansado
De umas dez equações os véus hei arrancado.
— Estou cheio de spleen, cheio de tédio e giz…
É tempo, é tempo pois de — trêmulo, amoroso —
Ir — dela descansar no seio fervoroso
E achar de seu olhar — o rutilante X!…
